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Cristiana Ceschi

crisceschi@yahoo.com.br

55.11.981348196

https://www.facebook.com/asrutes

foto: Luana Fisher

 
 

Então foi assim, os antigos deuses chincranim juntaram-se pra criar um novo alguém que pudesse cumprir uma tarefa nesse mundo caótico.

Foram até seu pacote de coisas e pegaram a humildade, a inteligência, a paciência, a graça, a espontaneidade e foram moldar um corpo que coubesse todos esses atributos.

Pareceu-lhes bom que essa mistura tão nobre habitasse o corpo de uma velha, uma anciã de cabelos longos e cinzentos cujas palavras fossem escutadas com respeito e a voz soasse antiga e doce.

Fizeram-na.

 

Depois de pronta, olharam, olharam e olharam.

Era muito bom.

Mas pensaram no mundo agitado pra onde enviariam essa a anciã e talvez ela fosse ancestral demais, parecida demais com eles mesmos, pra um mundo tão ligeiro.

Conservaram a fórmula inicial mas decidiram fazê-la menina.

Igualzinha, só que criança.

Moleca.

Um ser com a palavra livre e solta, que fosse capaz de rir de coisas quase tolas, que gostasse de usar fantasias, se fazer de bruxa. De sapo. De onça. De Deus.

E assim foi feito.

 

E mais uma vez os antigos chincranim olharam com cuidado sua criação.

Era boa.

Muito boa.

Era encantadora!

Tinha no olho a molecagem e a sabedoria ainda conservadas mas… pensaram.

O mundo ainda é sério, precisamos de graça, mas os homens ainda gostam muito de títulos, créditos, formas e roupas.

Façamos assim;

Uma mulher.

Manteremos tudo o que foi feito mas será bom que ela tenha um pouco de charme e refinamento. Que goste dos livros  e que tenha algumas certezas e dúvidas... Assim teremos a pessoa perfeita pra missão que temos.

E, finalmente, assim fizeram.

 

Olharam e não tiveram mais dúvidas: era isso.

E a mulher veio então realizar a tarefa.

Contar ao mundo que em algum lugar no tempo, antigos deuses chincranim cuidam de inventar cada pessoa na medida mais perfeita de ser “o correto proceder de cada um”.

Veio repetir de muitas formas e maneiras, variantes dessa antiga história, pra que as pessoas a conheçam.

Na verdade, ela veio repetir pra lembrá-los, e ao lembrar, que se acalmem e se curem.

 

Dizem que os deuses chincranim assistem o cumprir dessa tarefa e ficam felizes.

Riem de bater o pé no chão.

E marejam os olhos.

 

Olham pra Cristiana e se alegram de terem feito algo muito, muito bom.

PARA CURRÍCULO EM PDF:

 

 

 

Quando comecei a fazer esse site, pedi para que meu amigo Cristiano Meirelles escrevesse uma apresentação minha aqui, nesse link.

 

Achei que ele fosse dizer algo sobre a minha formação: que sou atriz (Bayside College - Australia), cientista social (FFLCH - USP) mestre em Arte-Educação (ECA - USP), que conto histórias há mais de doze anos em espaços diversos (escolas, abrigos, museus, sescs, empresas, hospitais, praças) e principalmente - que sou uma artista que gosta de contribuir para a formação das pessoas.

 

Ele também poderia contar que sou mãe de um menino lindo chamado Martim.

 

Mas não...

Ele escreveu essa história:

 

 

direitos reservados - Cristiana Ceschi

ilustrações do cabeçalho: Beatriz Carvalho