A escrita é uma coisa, e o saber é outra. A escrita é a fotografia do saber, mas não o saber em si. O saber é uma luz que existe no homem. A herança de tudo aquilo que nossos ancestrais vieram a conhecer e que se encontra latente em tudo o que nos transmitiram, assim como o baobá já existe em potencial em sua semente.

(Tierno Bokar),

Cursos, Oficinas, Workshops, Vivências, Encontros.

foto: Xica Lima

 

Quando sou chamada para ministrar cursos, costumo trabalhar com a essência da Arte de contar Histórias: o Encontro.

Em minhas aulas, não tenho um apanhado de técnicas e fórmulas infalíveis para "virar" um bom contador de histórias mas tenho disposição para ver, ouvir, tentar compreender os anseios dos alunos (o que te trouxe até aqui?) e dispor vivências, situações de troca, exercícios, ferramentas propícias para despertar as singularidades, intuição poética, reflexões e principalmente a curiosidade de quem está disposto a trilhar um caminho de conversa com as histórias. 

 

Abaixo, alguns cursos que já ministrei, mas se você quiser algo específico para um propósito ou turma específica basta uma conversa sobre o assunto!

 

 

1) OFICINA LIVRE DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS para iniciantes.

 

O que é a arte de contar histórias? Para quem e por que contamos histórias? Quais histórias escolhemos contar? Essas e outras perguntas serão "portas de entrada" para um primeiro contato com o universo da Narração de Histórias. Por meio de exercícios teóricos e práticos, os participantes terão a oportunidade de vivenciar essa arte como um encontro fecundo entre a sua história (do contador) , a história contada (o conto)  e a história do outro (o ouvinte).

 

Já ministrei essa oficina em escolas, rede SESC, fábricas de cultura, hospitais e bibliotecas municipais.

2) O FIO VERMELHO DAS HISTÓRIAS – uma experiência com o ritmo.

A oficina destina-se ao público adulto interessado na arte de contar histórias e tem como objetivo principal trabalhar o ritmo da palavra falada na cadência de uma narrativa de tradição oral. O que confere ritmo e vigor a uma história contada? O que faz com que  a história perca o ritmo, fique frouxa e desinteressante?  

Serão utilizadas algumas metáforas e exercícios simples para que os participantes conquistem suas próprias ferramentas em busca de um pulsar da palavra livre e prazeroso: o ritmo a serviço do fluxo da narrativa.

A oficina será melhor aproveitada por quem já tem alguma experiência com a narração de histórias.

 

Oficina elaborada especialmente para o Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP

Duração: 12 horas

3) ESCOLHAS E ENCONTROS as histórias-dilema da tradição oral e a formação humana.

Oficina de artes do corpo e da palavra com Cristiana Ceschi e Paulo Federal.

A oficina destina-se à jovens de 13 à 18 anos e tem como objetivo principal encorajar o diálogo acerca de perguntas complicadas (dilemas) que,  antes de alimentar os indivíduos com uma solução perfeita no final, apresentam os conteúdos desejáveis para uma boa reflexão.

Serão quatro encontros, de três horas cada,  em que contaremos histórias-dilema da tradição oral do mundo todo como um ponto de partida para exercícios de expressão corporal e  jogos com palavras/ imagens.

Nosso intuito é alimentar um caminho de Diálogo, abrindo os diferentes pontos de vista, possibilitando assim a escuta e o pertencimento – alicerces para viver bem a nossa própria história.

 

 

4) ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS: ANCESTRALIDADE E CONTEMPORANEIDADE, um curso melhor aproveitado por quem já está envolvido no universo da narração.

 

Esta oficina é dirigida àqueles que se interessam pelo ofício do Contador de Histórias no mundo contemporâneo. O curso mescla teoria e prática e tem como objetivo principal desenvolver as capacidades expressivas dos participantes para o encontro das narrativas com o outro.

Os participantes serão convidados a apreciar narrativas diversas; conhecer um pouco da história desta arte tão antiga quanto a civilização e praticá-la utilizando os recursos que cada um tem para compartilhar.

 

Será dado um enfoque especial para a figura, espaço e qualidades do Narrador Contemporâneo: seu lugar, seu fazer, sua intenção ontem e hoje.

 

já ministrei esse curso no SESI vila leopoldina e SENAC da lapa.

 

3) OFICINA AVANÇADA DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS:


Num tom mais intimista, a oficina avançada pretende que cada pessoa possa refletir sobre sua trajetória como ouvinte e contador de histórias, além de pensar sobre possibilidades e caminhos. A partir de experimentações e vivências artísticas, serão trabalhados aspectos como intenção e presença, essenciais na construção de uma boa narrativa oral. 

 

essa oficina aconteceu na Biblioteca Monteiro Lobato dentro do X festival A Arte de Contar Histórias do sistema municipal de bibliotecas.

 

4) A CIDADE E SEUS HERÓIS: OFICINA DE PERFORMANCE PÚBLICA.

 

Os temas geradores (lugares de onde partimos e sempre retornamos) que fundamentam e direcionam os encontros são: a estrutura da “Jornada do Herói” (como descrita por Joseph Campbell)  e o espaço urbano como campo fértil para intervenções artísticas. Os participantes serão conduzidos a estruturar e realizar uma performance pública a partir do estudo dos contos tradicionais, dos jogos de improvisação cênica e da investigação/ação nos espaços públicos da cidade. A pergunta norteadora desta oficina é: quais histórias contemporâneas escolhemos inscrever, compartilhar publicamente potencializando uma experiência menos funcional e mais sensível de cidade?

 

Oficina ministrada no SESI São Paulo (unidade Leopoldina)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

direitos reservados - Cristiana Ceschi

ilustrações do cabeçalho: Beatriz Carvalho